Desde pequena, gosto muito de cortar o cabelo. EU mesma. Minha mãe sofreu com isso, mas o que conheci de cabeleireiros não está no gibi, como diria minha avó!
Acho que a primeira vez que cortei o cabelo sozinha eu tinha uns 11 ou 12 anos. Sempre tive cabelo Chanel e reto, uma vez que era lisinho e volumoso, ficava fofo assim. Aí, queria ter cabelo repicado. O que fazer? Pegar a tesoura de costura da mãe, aquela bem grande de metal, e cortar a parte da frente menor. Esse era meu repicado! Lá íamos nós para a Claudete, primeira cabeleireira que marcou minha vida – ela que sempre tinha que ajeitar o que eu fazia…
Depois, veio a Paula. Na época dela eu tinha cabelo comprido, todo repicado, bem bonito. Ela era boa – meu cabelo não é ruim, isso não posso negar – e eu sempre gostei de arrumar. Resultado: indiquei DEZ clientes para ela. Infelizmente, ela faleceu. Eu fiquei bem mal quando soube.
Aí, me mudei para São Paulo e apareceram a Leila e a Natalia. E eu adotei o Chanel de novo e, depois de sei lá quantos anos, a franjinha reta. A Leila que foi responsável por cortar minha franja e domou bem – tenho um redemoinho e não é fácil. A Natalia tem um styling maravilhoso, pega na tesoura e parece que constrói outro cabelo em você. Tem também o Rossan, lá de Curitiba de novo, que também entende o “briefing”.
E pintar? Comecei aos 12, parei dos 17 aos 26, aí voltei. Eu mesma tonalizo, faço mechas e etc. É a parte mais divertida!
Cabelo é estado de espírito. Se tá preso, você não conseguiu ajeitar, não quis lavar, quer chamar atenção para as bijus, o lenço, a pashimina ou a blusa. Se tá solto, tá natural, ondulado, alisado, lindo. Cabelo solto é lindo! (sempre limpo…)
Cabelo é assinatura. As pessoas são identificadas por seu cabelo, pela cor, comprimento, estilo. Comentam sobre seu cabelo quando falam de você – “ela tá sempre com o cabelo preso, solto, sempre diferente!”.
Cabelo é uma parte do corpo. E por isso merece cuidado! Não era de dar atenção a bons shampoos e condicionadores até uns 5 anos atrás. Do jeito que corto e passo tonalizantes, em pouco tempo estaria com poucos fios (tenho bastaaante cabelo) ou com os fios bem mal tratados. Cabelo mal tratado não!!! Vale a pena investir em bons produtos, afinal, o trabalho que terá depois é menor e no futuro, terá mais cabelo. É igual a pele: não adianta começar a usar anti-aging aos 30, né?
Escuta aqui:
- Tonalizante indicado por uma cabeleireira que confio foi o Soft Color. E realmente, ele não deixa o cabelo seco e tonaliza em 20 minutos, ao contrário do Casting.
- Shampoos e condicionadores do CKamura, John Frieda e Kerastase podem ser comprados e usados de olhos fechados. Leave In da Redken e Kerastase também.
- Com o tonalizante, acho imprescindível um óleo antes de secar. Uso o cor-de-rosa da Kerastase, chama Color Riche. Ou a proteína líquida da Redken chamada Anti-Snap (a embalagem é azul) – esse parece que dá mais cabelo! É ótimo!!! E protetor térmico… Uso do John Frieda (Frizz Ease básico…)
- Minha dermatologista, que é a melhor do mundo (!!!), disse que Shampoos anti-queda “comuns” não adiantam, e sim aqueles especiais, que devem ser deixados no couro cabeludo e não enxaguados.
- Uma vez vi num programa de TV um dermatologista falando que não há problemas em dormir com cabelo molhado. Há sim.
- Quase nunca uso o secador no mais quente, e sim no morno. A escova demora mais e a própria secagem também, mas pelo menos não tosta o couro cabeludo e o cabelo.
- O babyliss é altamente indicado para um visual modernoso. Lisos-chapinha não vejo mais em nenhuma revista ou site, a não ser para um rabo-de-cavalo minimalista, que é chique também. Às vezes dá vontade de um visu gueixa, mas pode reparar como fica mais sem-graça.
- Quando for cortar o cabelo, se não for que nem homem tipo “apara como sempre”, leve referências! De cor, comprimento, estilo. Acho essencial você levar como pretende sair do salão, ou pelo menos como NÃO pretende. O bom cabeleireiro vai conversar e dizer se rola ou não, se fica bom ou não. Sem grilos!